Trabalho sobre soluções poliméricas para reparo em superfícies contaminadas por óleo (tecnologia ADA) foi reconhecido como o melhor da área temática Midstream & Downstream
A Powerpoxi conquistou o Prêmio Plínio Cantanhede durante a ROG.e 2026 com o trabalho técnico “Soluções Poliméricas Avançadas para Reparo em Superfícies Contaminadas por Óleo”, desenvolvido a partir das pesquisas com a tecnologia ADA – Active Direct Adhesion.
De autoria de Thomas Fink e Felipe Naciuk, o trabalho foi reconhecido como o melhor apresentado na área temática Midstream & Downstream do Congresso da ROG.e 2026.
A premiação foi recebida por Thomas Fink, – um dos fundadores da Powerpoxi – durante a cerimônia de encerramento da ROG.e 2026, realizada em 24 de setembro, no Rio de Janeiro.
Realizada de 21 a 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, a ROG.e reúne empresas, profissionais e especialistas da indústria de energia em uma programação que inclui congresso técnico, debates e apresentação de trabalhos voltados aos principais desafios do setor.
O Prêmio Plínio Cantanhede, concedido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), reconhece os trabalhos de destaque apresentados nos diferentes eixos temáticos do Congresso.
Nesta edição, o processo de seleção começou com mais de 1.900 trabalhos submetidos e passou por quatro rodadas de avaliação, com a participação de especialistas da indústria. Ao final desse processo, o trabalho apresentado pela Powerpoxi foi escolhido como vencedor da área temática Midstream & Downstream.
O desafio por trás do trabalho premiado
O trabalho apresentado na ROG.e aborda um problema conhecido na manutenção industrial: obter aderência confiável em superfícies metálicas contaminadas por óleo.
Em sistemas poliméricos, a condição da interface entre o material de reparo e o substrato é determinante para a aderência. Quando há óleo nessa interface, forma-se uma película que dificulta o molhamento da superfície e reduz o contato efetivo entre o polímero e o metal.
Foi para enfrentar esse problema que a Powerpoxi desenvolveu a ADA – Active Direct Adhesion.
A tecnologia atua justamente nessa interface, combinando mecanismos que favorecem o deslocamento do óleo, o molhamento do substrato e as interações físicas e químicas necessárias à adesão, mesmo na presença de contaminação.
O objetivo não era apenas desenvolver um material que pudesse ser aplicado sobre uma superfície contaminada. O desafio era obter aderência em condições nas quais sistemas convencionais encontram limitações.
Mais de cinco anos de pesquisa, desenvolvimento e testes
O trabalho começou em laboratório, com o desenvolvimento e a avaliação de diferentes formulações. À medida que a pesquisa avançou, os materiais foram submetidos a ensaios cada vez mais exigentes, buscando reproduzir condições encontradas em aplicações industriais.
A equipe de engenharia participou de todo esse processo. O objetivo não era obter um bom resultado apenas em laboratório, mas entender o comportamento da tecnologia antes de levá-la a aplicações de maior responsabilidade.
Esse cuidado é especialmente relevante em reparos de engenharia com materiais poliméricos e compósitos. Além das propriedades do material, esse tipo de intervenção envolve qualificação, critérios de projeto, preparação, aplicação e avaliação do desempenho do sistema.
Referências técnicas como a ISO 24817 e a ASME PCC-2 fizeram parte desse contexto durante o desenvolvimento, juntamente com os ensaios de laboratório e a avaliação das condições encontradas em campo.
O resultado foi uma tecnologia desenvolvida a partir de um problema real da indústria e submetida a um processo contínuo de formulação, teste e avaliação antes de chegar às aplicações industriais.
Um reconhecimento para a pesquisa aplicada
Para a Powerpoxi, o Prêmio Plínio Cantanhede representa o reconhecimento de um trabalho técnico, mas também de um processo de desenvolvimento construído ao longo de anos.
A ADA nasceu de uma dificuldade encontrada em campo. A partir dela, foram desenvolvidas e avaliadas diferentes formulações, estudados os mecanismos envolvidos na adesão e realizados ensaios para entender o comportamento da tecnologia em condições cada vez mais próximas da realidade operacional.
Esse percurso deu origem ao trabalho apresentado na ROG.e 2026 e reconhecido como o melhor da área temática Midstream & Downstream.
A conquista reforça a importância que a Powerpoxi atribui à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de soluções voltadas a problemas concretos da manutenção e da integridade de equipamentos industriais.
Agradecemos ao IBP pelo reconhecimento, aos profissionais envolvidos no processo de avaliação da ROG.e 2026 e, especialmente, à nossa equipe de engenharia e laboratório, que participou do desenvolvimento da tecnologia ao longo desses anos.
Por Assessoria Interna

















