Engenharia nacional cria solução para superfícies contaminadas por óleo e estruturas submersas em água; materiais reduzem riscos de vazamentos, prejuízos operacionais e paralisações prolongadas para manutenção
Quando uma tubulação, um tanque ou um equipamento industrial sofre vazamento, corrosão ou desgaste, o problema quase nunca se limita ao conserto do equipamento. Em muitos casos, a indústria precisa interromper a operação, isolar a área, preparar a superfície e aguardar condições adequadas para realizar o reparo. Esse processo pode levar horas ou até dias, com impacto direto na produção, nos custos e na segurança da operação.
Foi justamente para enfrentar esse desafio que uma companhia mineira de engenharia de produtos, a PowerPoxi, desenvolveu no Brasil duas tecnologias voltadas à manutenção emergencial de ativos industriais.
PESQUISA & DESENVOLVIMENTO
Após anos de pesquisa e investimentos em engenharia de materiais, a empresa criou polímeros capazes de aderir diretamente a superfícies contaminadas por óleo e até mesmo submersas em água, o que reduziu etapas da manutenção e acelerou o retorno dos equipamentos à operação.
Essa tecnologia com selo brasileiro conseguiu atender a uma demanda que, durante décadas, foi suprida principalmente por soluções estrangeiras.
Os materiais receberam os nomes de MAX 5611 e MAX 5361. Embora utilizem a mesma plataforma tecnológica, cada um foi projetado para uma condição específica de reparo emergencial.
O primeiro foi desenvolvido para reparos em superfícies contaminadas por óleo, situação comum em tubulações, tanques, válvulas, flanges, transformadores e reservatórios. Já o segundo foi criado para aplicações em ambientes úmidos ou estruturas permanentemente submersas, como equipamentos instalados em contato direto com a água.
ADA TECNOLOGIA
Nos dois casos, a tecnologia empregada é denominada Adesão Direta Ativa (ADA). Na prática, ela permite que o material seja aplicado mesmo em condições consideradas críticas para sistemas convencionais de reparo, que normalmente exigem limpeza completa da superfície antes da intervenção.
Ao eliminar ou reduzir essa etapa, a tecnologia diminui o tempo necessário para a manutenção e ajuda a evitar paralisações prolongadas de processos industriais.
Além da rapidez na aplicação, os dois polímeros foram desenvolvidos para suportar ambientes de elevada exigência mecânica e sujeitos à abrasão, compressão, erosão e corrosão. Também podem ser utilizados na recuperação de espessuras, preenchimento de pites e alvéolos, nivelamento de superfícies e selagem de vazamentos, prolongando a vida útil de equipamentos considerados estratégicos para a operação industrial.
A inovação chega em um momento em que setores como óleo e gás, mineração, siderurgia, saneamento, papel e celulose e indústria de processo buscam reduzir perdas operacionais e ampliar a confiabilidade de seus ativos.
Em muitas dessas operações, uma interrupção abrupta representa prejuízos elevados, além de impactos na produtividade e na logística.
COMPROMETIMENTO COM A INDÚSTRIA
Para o CEO da Powerpoxi, Thomas Fink, mais do que lançar novos materiais para manutenção industrial, o desenvolvimento simboliza um avanço da engenharia nacional em um segmento altamente especializado.
“Ao criar tecnologias de alta complexidade no próprio país, engenheiros brasileiros ampliam a capacidade de inovação da indústria nacional e demonstram que soluções de alto desempenho também podem nascer no Brasil para atender desafios presentes em operações industriais no mundo inteiro”, concluiu Fink.
Por Assessoria de Imprensa

















